Italiani
por Adriana Gehlen, a Drix
Italiani: teu bigode me tira totalmente a concentração. A noção do adjetivo dis-cre-ta. Retorço, contraio, me pego e te imagino aqui, comigo.
Italiani, estou aqui. Assisti os argentinos com Doritos queijo nacho e cerveja. Comi contigo esses dias.
Salvami, Italiani. Penso, suspiro. Abraço-me com os dedos nas teclas, contente. Minha mesa de computador, meu copo e corpo em cima dela, o celular e a ligação perdida. Embriaguês. Gosto de ti, italiani. Exploro meu lado compreensivo contigo. Er, mentira. Mas… Explora teu lado compreensivo, corre atrás de mim? Dê tapas de verdade, uns de brincadeira. Eu adoro – e isso não tem conotação sexual – com jeito.
Hoje, com o baque da tua partida que se aproxima, senti calor, mas gelei, cheia de drama por dentro. Então escuto Rome (Phoenix). É pra despedida, e mesmo assim, fico fazendo remember da tua cama, me despedindo em imagens, em intensidade, em slow motions.
Quer saber das minhas conquistas? Como manipulei meu sucesso? Tudo isso te interessa saber? Posso ser tudo que quiser. Putinha, santa, competente, inteligente, independente, Amélia. SOY. Me quer, né? Quer muito que te corte com meu alicate de pernas, de novo. Ainda me sente entre teus dedos. O segredo não conto. Ele talvez não exista. Deixe que esse seja um dos vários segredos entre nós.
Deixa eu imaginar que foge, e que não vai por conta própria, por tua decisão. Foge. Logo. Foge. Depois que me comer, me adorar, me olhar, esfregar o bigode na minha boca. Grita. Cala. Foge.
Sem ser discreta, roubando-te falas, dando um pré-adeus, porque minhas paixões não duram muito tempo, talvez o bastante, Filomena.
♦ ♦ ♦ ♦ ♦
Adriana Gehlen, a Drix, escreve tudo o que seus grandes olhos azuis veem e seu coração sente.
Aqui n’Os Armênios, Drix escreve na koluna Contornos. Mais divagações ‘drixianas’ você encontra no blog Aquela Par Que Virou Ímpar.


Copyleft. Permitida a livre reprodução de todo o conteúdo do site. Pirateie e não peça para ninguém.