Os Armênios

“Importa o que está escrito”: entrevista com Clarah Averbuck

Postado em 22 de outubro de 2007

clarahaverbuck.jpgClarah Averbuck. Escreve pro coração não parar de bater, ama o rock e os gatos. Um dia resolveu ir para São Paulo morar em um apartamento com o banheiro rosa. Lá escreveu Máquina de Pinball (que virou peça de teatro) e começou sua vida alucinada nos blogs e sites com o Dexedrina (compilação de escritos anteriores e outros diversos). Depois seria a vez do Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante, uma reunião de escritos que estão no Brazileira Preta e outras coisas mais. Em seu último livro, Vida de Gato, Camila Chirivino encara todas e bebe sozinha em seu bar preferido. Lady Averbuck está cheia de projetos e milhões de idéias. Além de rabiscar no Adios Lounge, teve a estréia do filme Nome Próprio, adaptação de Máquina de Pinball, com Clarah-Camila sendo interpretada por Leandra Leal.

A oportunidade d’Os Armênios entrevistá-la surgiu, mas problemas acabaram impossibilitando o encontro. A pauta seguiu por e-mail. Clarah acordou com uma puta ressaca e saiu atirando por aí, falando coisas que nem Lou Reed sabe. Então confere aí as histórias que a mãe da Catarina tem pra contar.

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Na época do lançamento do Máquina de Pinball, teu primeiro livro, sua obra foi (des)classificada como “Literatura de Blog” por alguns críticos. O que você pensa dessa questão? Independente do termo se aplicar a sua produção, você acha que existe uma “Literatura de Blog”? E isso seria um atestado de (baixa) qualidade artística?
Não existe literatura de blog. Quem inventou esse termo devia ser enterrado vivo. Blog é um meio de publicação. Tem todo tipo de coisa publicado em blog. Tem que ser no mínimo desatento, pra não dizer burro, pra querer criar um rótulo desses.

Você assinou mesmo toda a 1ª edição do Máquina de Pinball? Mas aquela marca de batom não foi feita uma a uma, né?
Você acha que a minha boca é daquele tamanho? Nem o Mick Jagger tem a boca daquele tamanho. Aquilo é impresso e nem foi idéia minha, cheguei e tava daquele jeito. E sim, eu assinei todos. Um por um.

Considera a tua produção para os blogs como parte integrante da tua obra?
Claro que considero.clarah-fumando.jpg

Porque você abandona certos blogs e passa a se dedicar a outros? Existem diferenças entre as propostas deles ou são apenas fases da tua vida?

Porque algumas coisas precisam de renovação. Continuar o que ficou estagnado não faz parte da minha filosofia.

Você é uma autora que produz textos confessionais, autobiográficos, e isso acaba sendo um reflexo das tuas próprias influências. Quais os limites entre realidade e ficção na tua obra?
Não importa. Importa o que está escrito, apenas.

Dos livros que você escreveu, qual o teu predileto? Por quê?
O Vida de Gato, por ser um momento de solidão completa e quase delirante. Acho que nunca mais vou ter um momento desses. Mas o meu preferido é sempre o que estou escrevendo: Eu Quero Ser Eu.

Se pudesse apagar algo da tua obra, o que seria?
Eu me preocupo mais com o que eu quero escrever do que com as coisas que eu gostaria de apagar.

Você tem pelo menos outros três livros praticamente prontos: Toureando o Diabo (romance), Cidade Grande no Escuro (crônicas) e Eu Quero Ser Eu (novela infanto-juvenil). Fale um pouco deles.
Calma lá. Toureando o Diabo ta mal e mal começado, parei no começo e não quis continuar. Talvez um dia retome. Cidade Grande No Escuro não tem editora. Eu Quero Ser Eu vai sair pela Cosac Naify – pra ganhar o prêmio da Petrobrás precisava entrar junto com a editora -, mas eu mandei só 40 mil caracteres, não é nem um terço do livro, e eu só vou voltar a escrever quando começar a receber. E o Delírio de Ruína vai sair pela Editora do Bispo em março.

E poesia, não lhe interessa?
Interessa quando é boa. Tudo me interessa quando é bom. Eu ando me arriscando.

O que você anda lendo no momento?
Crônicas do Bob Dylan e Primeiras Histórias do Guimarães Rosa. E Danislau Também. Esse é o nome dele, Danislau Também. O livro se chama O Herói Hesitante.

Nos últimos tempos, vários títulos do Hunter Thompson e do Lester Bangs foram lançados no Brasil. Até então, eram quase desconhecidos por aqui. O que você acha desses escritores?
Eles são os únicos motivos que me fazem tentar ainda alguma incursão no jornalismo.

fumando-crivo.jpg

Como você vê a questão das adaptações que fazem da literatura para o cinema? Cite algumas que você tenha curtido.
Trainspotting.
O Nome da Rosa.
Butcher Boy (Nó na Garganta em português).

Qual o pior livro que você já leu?
Eu nunca li nenhum livro ruim até o fim. Não tenho tempo pra ficar perdendo.

Que livros você acha que deveriam fazer parte dos currículos escolares?
Acho que alguns contemporâneos deveriam ser incluídos. É muito árdua a tarefa de fazer um adolescente sentar a bunda e ler um livro. Ele precisa de identificação, senão vai pro orkut, pro second life, pro Messenger ou sei lá mais pra onde. Não serei eu a citar os títulos, mas o critério deveria ser esse: identificação. Depois que a pessoa já virou um leitor, aí pode aplicar qualquer coisa que pega.

Histórias em Quadrinhos: você curte? O que costuma ler?
Curto. Eu gosto muito, muito, MUITO de Transmetropolitan, que tem um personagem baseado no Hunter Thompson, de V de Vingança, Watchman, Elektra, Groo, tem uma que eu adoro que chama Kill Your Boyfriend, enfim, sim, eu gosto de quadrinhos.

Tem descoberto novos escritores interessantes?
Tenho muita coisa pra descobrir ainda, velhos e novos. Minha descoberta agora é o Danislau.

Você já comentou que Pergunte ao Pó, do Fante, é o livro da tua vida. Porque? A Camila Chivirino seria a Camilla do Arturo Bandini?
Jamais. A Camila Lopez é a musa do Arturo Bandini. A Camila Chirivino não é musa de porra nenhuma, ela é que tem musos.

Fora Fante, Leminski e Bukowski, que outras influências foram marcantes na tua formação como escritora?
João Antônio, Fiona Apple, Luís Fernando Veríssimo, milhares de letras de música e a vida.

Quem você acha que não conquistou repercussão no meio literário e que, na sua opinião, mereceria maior destaque? Por quê?
Acho que um cara injustiçado na literatura foi o próprio Fante. Ele ia ficar perdido se não fosse o Bukowski. Depois foi esquecido e novo só redescoberto agora. No brasil, o João Antônio, que foi republicado pela Cosac Naify mas mesmo assim ninguém dá muita bola. O cara era demais. os dois eram demais.

E no Rock?
No rock, uma banda de San Francisco que eu sou apaixonada chamada Flamin’ Groovies. Amo pra caralho. Mas se você quer saber, eu acho que prefiro mesmo que algumas coisas continuem desconhecidas e sem máculas, longe dos olhos e ouvidos das pessoas que sofrem da doença de querer fingir que falam com propriedade do que elas mal conhecem.

Como está a tua filha?
Grande e genial, cantando Beatles e Velvet Underground.

E se ela um dia resolver virar uma patricinha?
Não vai acontecer. Ela já é punk. Mas se ela quiser ser uma patricinha… Bom. Ela vai continuar sendo minha filha.

E se ela resolver ser escritora?
Ela pode fazer o que ela quiser da vida. O caminho é dela, não meu.

Se considera uma escritora maldita?
Maldito é o Zé do Caixão.

Como foi fazer uma visita ao velho Buk?
Foi legal. Deixei uma Ypióca lá pra ele.

No Adios Lounge você falou que faltou trilha no filme. Qual trilha você colocaria se pudesse editar Nome Próprio?
Ah, meu. Eu ainda vou fazer a minha versão e você vai ouvir.

Como foi a construção do personagem da Camila com a Leandra Leal?
Isso você vai ter que perguntar para ela.

Você ainda chupa o gelo do copo no final do whisky?
Eu cuspo gelo, tenho dentes sensíveis.

Existe homem glam ainda?
Sei lá. Existe tudo nesse mundo moderno de meu deus. O David Johansen está vivo, não está?

No “Vida de Gato”, você diz que não pode ser mulherzinha. Que você precisa de mais. Como é ser uma mulher de culhões?(como você mesma diz)
Trabalhoso. Mas é assim que é.

Se a tua unha não estiver vermelha…
Está descascada.

Qual foi a última vez que tu perdeu a linha no baile com “vódega”?
Eu não bebo mais vodca. Mas ontem eu fiquei bem bêbada na festa da Mostra de Cinema.

clarah-catarina-e-lou-reed.jpgVocê ainda tem o conto do Pinheirinho?
Tenho.

E os Jazzie e Os Vendidos?
Acabou. Foi bom enquanto durou. Novos projetos em mente e em breve.

O Leminski diz tudo de ti? Qual poema dele que te define?
Quem diz tudo de mim sou eu. Mas se você quer Leminski… Não é um poema. Mas ó.

O primeiro personagem que um escritor cria é ele mesmo. Só os imbecis procuram um eu atrás do texto literário. Em literatura, a própria “sinceridade” é apenas uma jogada de estilo.

Um escritor medíocre não consegue ser “sincero”. Técnica, coração.

Para ser sincero, é preciso dispor das técnicas que indiquem, signem, sinceridade. Sem isso, a mais pura das explosões verbais, a mais direta, a mais espontânea, será apenas mais uma manifestação de imperícia literária. Um amontoado de bobagens que o tempo vai se encarregar de destinar ao lixo, onde jazem as ilusões.

Mas já que quer um poema:

quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em são consciência
quando acabar esta adolescência

ou

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Quantas paixões platônicas você tem por dia?
Eu não acredito em platonismo, eu gosto de sexo. Platonismo não mata desejo.

“Se você for tentar, vá até o fim”. Com essa citação de Charles Bukowski, você abre “Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante”. Essa frase diz muito do que tu escreves no teu Adios Lounge, e escrevia nos antigos, do modo como você vive, deixando ser, deixando sangrar (Let it Be, Let it Bleed…).Comente sobre isso…
Não. O que está escrito, está escrito e dito.

As coisas continuam lá esquecidas? Não vai ter uma nova edição?
Não. Não quero.

Cite 3 filmes que você gostaria que todos os teus melhores amigos assistissem:
Trust, do Hal Hartley, Warming by the Devil’s Fire, da série de documentários de blues do Scorsese, dirigido por Charles Burnett e Nome Próprio, CLARO.

Quais são teus 5 diretores de cinema prediletos?
Ah cara. Eu não sou uma grande conhecedora da obra de cineastas pra ficar falando assim “meus diretores de cinema prediletos”. Mas eu gosto do Woody Allen, do Hal Hartley, do David Fincher, do Oliver Stone e do Scorsese.

Tu foi uma das precursoras dos Strokes no Brasil, muito antes de qualquer um sonhar que a banda seria a grande sensação do Rock no início do milênio. Como você avalia a trajetória da banda, e qual o seu álbum predileto?
Preguiça. Estou de ressaca. Mas posso dizer que gosto mais do Is This It mesmo.

Quantos shows deles você já assistiu?
Dois.

Já que conheceu os caras, sabe de alguma novidade sobre o que andam aprontando?
Eu não conheço os caras. Eu conheci eles na Inglaterra brevemente porque fui entrevistá-los em Liverpool e passamos a noite juntos como pessoas da mesma idade que curtem rock num clube de rock entre outras pessoas que curtem rock em um clube de rock; nada demais.

E Black Rebel Motorcycle Club?
O que tem eles? É uma pergunta, isso?
Primeiro disco: incrível. Segundo disco: meia-boca. Terceiro disco: redenção total.

Recentemente você dividiu os vocais com a banda Identidade, num tributo aos Rolling Stones. Fale um pouco da tua relação com eles:
Bom, o Cabelo me escreveu querendo marcar show na minha festa, eu ouvi e achei o som ótimo. Quando nos conhecemos nos demos bem de cara. O Cabelo já tinha visto show do Jazzie & Os Vendidos e curtia pra caralho. Daí pra se juntar pra fazer algo foi um pulinho. Já fiz uma letra pra eles e eles têm a chave da minha casa, literalmente. Quando eles vêm tocar em São Paulo minha casa vira uma comunidade hippie com todo mundo espalhado pela casa. E eu ganho um harém de meninos me fazendo mordomias. Rarara.

banda-identidade-e-clarah.jpg
Nos vocais, com a banda Identidade.

O que tem te chamado a atenção no Rock, no Brasil, atualmente? E lá fora?
No Brasil, Vaguart, que eu acho absurdamente bom e fiquei amiga deles, especialmente do Helio Flanders. Foi um puta encontro. Adoro aquele rapaz, me identifico muito com ele e vemos parcerias em breve. Nos conhecemos por causa do já citado Danislau, que além de poeta toca na banda Porcas Borboletas, que é o outro grande encontro de 2007 pra mim. Nem de 2007, da vida. Eles me fizeram prestar atenção no Brasil, acordaram as minhas raízes. O Brasil pra mim sempre foi Brazil. Eles têm toda a influência de música brasileira e me pegaram de jeito. Foi do caralho. Está sendo ainda. Eles entraram na trilha do filme   foi assim que conheci eles, foi o único cd que mandei sem ouvir e os únicos entre os 40 discos que eu mandei que o Murilo escolheu e tocam na festa da pré-estréia do filme.

Fora, estou apaixonada pela Amy Winehouse. Caguei pro colunismo social que se mete na vida dela. Ela escreve fodidamente bem e tem voz, carga de podreira e postura de diva. Fim. Amo.

Qual o último disco que ouviu antes dessa entrevista?
Velvet Underground, VU

Teus 10 discos preferidos:
Ê porra. Isso vai mudando. Os discos importantes vão se adicionando, essa lista nunca é imutável. Mas bora lá: no dia 19/10/07, a lista é essa:

Let it Bleed, Rolling Stones
Loaded, Velvet Underground
Teenage Head, Flamin Groovies
Little Girl Blue, Nina Simone
Mother’s Milk, Red Hot Chili Peppers
Fiona Apple, Tidal
Raw Power, Stooges
Blue Valentine, Tom Waits
Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets, Mutantes
Go Bo Diddley, Bo Diddley

Como você vê a questão das drogas no contexto criativo, já que teus textos abordam essa questão?
Eu me dou muito bem com as drogas. Não sou nenhuma junkie, mas nos damos bem. Acho que existe um tipo de artista que pode fazer bom uso delas e eu sou esse tipo. Como diria o Hunter Thompson, “I hate to advocate drugs, alcohol, violence or insanity to anyone, but they’ve always worked for me.”

No final de Vida de Gato, você fala as sete vidas dos gatos, são sete amores. E você já morreu uma vez. Se não fosse teus amores felpudos…
Os gatos não têm tanto a ver com isso. É uma vida perdida apenas.

“Tudo tinha mudado. Menos o que ficou igual”. O sofá vermelho continua lá?

Continua. Mas todo fudido das unhas dos gatos.

Fabíola Hauch & Rodrigo de Andrade (GARRAS)

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54 comentários

Bia

Ela bem que podia ter respondido quem era o carinha que ela quase pegou naquela noite no tal clube de rock…. mas tudo bem se falasse não seria a Clarah….

Clébio

Boa… parabéns pessoal. Vcs são foda!
Esta me surpreendeu. -)

Maíra Martini

Muito boa a entrevista! Pena que a Clarah ficou fazendo ceninha e não respondeu várias perguntas inteligentes e interessantes! Mas valeu a pena! Muito boa mesmo!

Maria Paula

� engraçado quando voce lê alguem falando sobre algo,e consege identificar exatamente o ar que ela visa demonstrar.Seu posicionamento,suas logicas próprias.Acho q tem um mes q conheci o blog da Clarah,e passo sempre lá pra dar um olhada e tentar abstrair um pouco da sua genialidade,mesmo quando sao apenas frases que só tem sentido pra ela.
E é isso q é genial nela,como nessa entrevista,ela responde com a honestidade e vontade do momento.
E mesmo ela nao respondendo as perguntas como gostariamos que fosse, continua sendo intensa, solta,autentica.Parabens!

Priscila

Ela é genial.

Janus Sotherin

Ela e linda demais.

Raquel

Acabei de passar lá no blog dela e só acreditei que era verdade quando vi. “Essa mulher não dá entrevista, não é possível” . Bom, não me decepcionei: intensa e espontânea, como deve ser.

E o filme aqui em Curitiba, será que passa?

Iza

Adorável ranzinza Clarah.
ela é original.
boa entrevista!

Bruno

Não li nada da Clarah ainda…
Espero que a literatura dela esteja à altura de toda a cena que ela e alguns fazem em torno dela…

Camila

Eu tenho medo dela!
haha
E vcs foram muiito bons!

José Santana

Entrevista ruim, escritora pior ainda. Não é possível que alguém leia Máquina de Pinball e ache aquilo literatura. Muito marketing, muita pose, pouca farinha no saco.

Eskarina

Não sabe falar nada sobre nada!

Vivis

“Genial”? Por favor! Que entrevista tosca.

“Maldito é o Zé do Caixão”, parece uma pré-adolescente rebelde sendo entrevistada.

bia

foda…
clgrah com sempre…incrivel…
simplesmente ela mesma sem rodeios e poses clichês…
apenas uma pessoa normal de ressaca…rsrs

bia

ops…
clarah

Elisa G.

Gosto de alguma coisa que a Clarah escreve pq ela é espontanêa. Mas as vezes ela me parece só mais um modernete poser deslumbrada com a noite paulistana.

Fernanda Peres Rocha

Clarah queridona!
Meu, não li nenhum livro dela, mas que ela é queridona é e baita anfitriã.
Dá-lhe Armênios!

Nelly

dá-lhe ressaca! adoro.

Ferziinhah

Clarah é simplesmente GENIAL!
escreve o que quer, sem se preocupar com o que os outros vão falar, achar. se importar!
os textos dela é FODA!
em grande parte fala por mim, algumas coisas tem sentido só pra ela, mais basta.

Os livros são muito bom, vale a pena ler. é viciante!

Adoreeeiiii!

Eskarina

Ferziiinhah analfa!

Ná

Fora o blog, nunca li nada da Clarah, mas há quem diga que é uma grande merda!
Antes comia o blog, agora não tenho mais paciência, mulherzinha demais para mim.
A entrevista?
muito “querendo parecer alguma coisa”.
Mas não da para negar que ela tem bom gosto musical!

Vivis

Nossa… Fico chocada com a GENIALIDADE

Vivis

Trash, trash, trash…

!

ah e vocês fazem o que mesmo???

Ginger Baker

Essa moça, a Clarah, gosta da Mary Jane?

Ramilla

nem entendo essa cena toda em torno da clarah averbuck. ela tem razão, grandes escritores são esquecidos enquanto uma literatura meia-boca como a dela chama tanta atenção. virou uma moda meio ridícula essa de que há espaço pra todo mundo falar o que quiser porque o povo esquece que literatura exige sim um mínimo de elaboração. vocês acham que clarice lispector e machado de assis nasceram escrevendo daquele jeito. não, foi muito trabalho duro mesmo.

Beto

quem???????!!!!!!

Sid Vicious

What !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

!

eu comia clarice no cu enquanto machadinho com cara de desconfiado enrolava um baseado pra mim fuma

Andreas

Ah, pelo amor de Deus! Como é que alguém se dispõe a dar uma entrevista com várias perguntas interessantes, e age como se estivesse fazendo um grandissimo favor? Não conheço sua literatura, e acredito que deva ser boa, mas sua postura, essa sim, precisa ser urgentemente trabalhada e melhorada. Chatice e antipatia não segura o talento de ninguém por muito tempo.
Se está de ressaca e com preguiça, não responda. Simples assim.

!

grandississimo, rs

Eliana T.

Que bando de recalcados! Se não gostam dela nem leiam a entrevista. Já ocorreu que talvez os fãs a adorem por ela ser assim mesmo como ela é? Ou será que todos tem que ter o mesmo gosto padronizado?

Vivis

A musa genial é tão boa que sequer respeita vocês que vieram aqui para ler essa merrrrda. Sem comentários.
E, filho, é “grandessíssimo”. Quanta ignorância.

Adivinhe que é ... ?

Deve ser um tesão … também queria comer o cú da loki …. hummmm … e se ela é Clarah então deve gostar de um ovo batendo na sua bundinha … iiiééé …

Alvarão

Genial onde? Desculpem, mas essa menina é um estereótipo ambulante. Ã? pose pura, e nada original. “Eu bebo, vomito no teclado do computador, fui deixada pelo menino que eu tava afim (óbvio), sou punk (hahaha! como ela tem coragem de acreditar nisso?), sou uma artista, como Bukowski e Fante bla bla”. Gente, isso é péssimo. Quando é que o povo vai acordar?

Poucos talentos, muitos bons contatos….

Rozinetti

Os textos dela sao no maximo fontes de entreteimento rapido, nunca “arte”, pelamordedeus!!!!

mas eu entendo esse monte de adolescentes fas amando tudo o que ela faz. ela é tudo o que um adolescente classe media podado e trancado na casa dos pais queria ser.

Um dia eles vao beber e trepar e engravidar e se sentir muito alternativos e vao perceber que existem já milhares d epessoas assim, todas vestidas igual, tatuadas igual, com as mesmas merdas de blog e se proclamando artistas, esilistas, escritores, musicos…

AGLTSZ

ELA FOI BEM ESPERTA CRIANDO UM PERSONAGEM DE SI MESMA QUE ATRAI UM TIPO DE GENTE… QUE CONSOME A “ARTE” DELA.

ELA QUER CONSEGUIR ENTRE OUTRAS COISAS RECONHECIMENTO ATRAVÃ?S DE ASSOCIAÃ?AO: COM OUTROS ESCRITORES, BANDAS DE PRESTIGIO, FILMES INFLUENTES NO MEIO ALTERNATIVO… E ESSAS FOTOS… NOSSA, ELA Ã? PODRE DEMAIS.

Clébio

hahahahaha.

O mundo tem lugar para todos os estilos e gostos. Não é necessário criticar a maneira com que cada pessoa gosta de se posicionar para encarar o mundo e ser.

Tudo pode ser melhor ou pior quando comparado a alguma outra coisa, isso vai depender do gosto de quem está realizando a comparação. Tu nunca vai conseguir fazer o Nassif achar rock melhor que erudito, eu acho.

A postura tomanda para encarar a realidade social é algo que realmente merece ter valor. Respeito e vivo no meio do mais variado tipo de pessoas com gostos, aparências e personalidades diferentes. Mesmo tendo as minha preferências sei dar valor ao diferêncial de cada um, pois, te garanto que o que mais vale é isso e não apenas ser mais um.

Se o que ela escreve vcs acham uma merda, pelo menos ela escreve. E o que ela faz pelo estilo que ela representa atinge várias pessoas. Admiro o trabalho dela, não por ser bom ou ruim, mas por ela fazer algo pela sociedade que ela acredita ser interessante.

DhanDhain, o ligeiro

Da-lhe Clébio meu velho… falo poko (?) mas falo bunito!!!

Vivis

Detalhe: no blog ela escreveu que essa entrevista ela realmente acha que vale. Imagine quando ela acha que não vale!!! =/

julia

Foi uma sequência natural e inevitável: conheci o blog, ri pra cacete das coisas que eu ia lendo, descobri a pré-estréia do filme, aguardei ansiosamente com grandes expectativas e, para minha surpresa, constatei que Nome Próprio tem vida própria! Isso é que é fêmea.
E um salve pros entrevistadores, que se fossem menos bons, não teriam provocado os espasmos de clarah.

robertsoul

achei legal a teta, discreta mas honesta.

leemaria

gente, que preguiça.

Amy

Eu gosto do que ela escreve . Livre arbítrio. Cada um lê, ouve e faz o que bem entende. Pose ou não, ela só está fazendo o que quer, e eu amo.
E tb morro de medo da dela!

Emmanuel Kant

mas que bobagem….ora livre arbítrio, nem sabe o que é….então vai ter que arcar com o ônus de se criticada tbem…

marcelo gandhi

ja aconpanho clara desde dexedrina,curto muito o que ela faz,cheguei ate a conhece la pessoalmente ,mas o encontro foi pessimo,ela nao foi nada amigavel,eu estava enlouquecido…por conhece la e ela me esnobou…mas continuo gostando do seu trabalho,ela pode ser pose,louca,depressiva nifomaniaca,sei laaaa,mas o seu trabalho eu adoro,euzinho aqui tambem nao sou uma pessoa facil….viva trent reznor,,visitem meu blog..
http://www.carrosinvisiveis.blogspot.com

la verdad

“Gosto de alguma coisa que a Clarah escreve pq ela é espontanêa. Mas as vezes ela me parece só mais um modernete poser deslumbrada”

ditto!

la verdad

ah, e perto da mayra dias gomes até a averbuck se torna relevante…

deus nos acuda.

fezes

é por isso que eu gosto do Rubem Fonseca – não dá entrevistas e não morre pela boca…

Becca

E ninguem conhece o Trevisan…

Rodrigo de Andrade (GARRAS)

Como não, Becca? Indiscutivelmente, um dos 3 melhores escritores brasileiros vivos (e talvez de todos os tempos). Os Armênios só não entrevistaram o Dalton Trevisan ainda pelo simples fato de que ele não dá entrevistas! Mas é um dos nossos prediletos!

Rodrigo de Andrade (GARRAS)

Aguarde que ainda iremos preparar um especial sobre a vida e obra do cara!

Carlos Henrique

Queria te conhcer pessoalmente… se parece ser muito show Clarah…
se cuida
abraços

Priscila

Pra mim esses ditos “entendidos” ( Hah) de literatura falam demais.

Muito barulho por nada.

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