Os Armênios

Ringo Starr: como um bom vinho

Postado em 11 de dezembro de 2006

Ringo (1973)Quando se fala na carreira solo do batera nos anos 70, o disco RINGO (73) é o que surge como ponto alto junto com o sucesso It don’t come easy. Não é para menos, o Lp tem a participação dos seus ex-companheiros de Beatles, ainda que não todos na mesma faixa, sendo que a maioria delas, poderia muito bem figurar em um disco dos Beatles. Este trabalho ainda conta com a participação de outros grandes músicos do rock como Billy Preston, Jim Keltner, Marc Bolan, Nicky Hopkins, Robbie Robertson e Klaus Voormann, entre outros. Klaus, velho conhecido do quarteto de Liverpool, toca baixo e faz os belíssimos desenhos referentes a cada faixa junto da letra. Sem dúvida um dos mais belos encartes fonográficos da indústria do disco.

Os outros lançamentos dos anos 70 tiveram pouco destaque. Algumas músicas se sobressaíam mais do que os discos em si. Pode-se creditar isso, também pela carreira de Ringo ficar um pouco ofuscada em detrimento dos trabalhos solos de John, Paul e George, que pareciam receber uma atenção maior do público em geral.

Stop and Smell the Roses (1981)Em 1981 com Stop and Smell The Roses. Ringo dava sinais de que queria trabalhos mais consistentes, primando por uma regularidade que não deixasse seus discos cairem no esquecimento, recebendo tímidos elogios. O carro chefe de Stop… é Wrack my Brain, composição do amigo George que produz e participa do mesmo junto com Paul, Ray Cooper, Ron Wood, Stephen Stills e outros.

Time Takes Time (1992)Com Time Takes Time de 1992. Ringo definitivamente mostra que o tempo está ao seu lado. Jeff Lynne participa da produção acrescido de Don Was (Rolling Stones), Peter Asher e Phil Ramone. O resultado é uma sonoridade que lembra muito o projeto Traveling Wilburys. Precisa dizer mais?

Vertical Man (1998)Quase no fim da década de 90, em 1998, Ringo mostra um fôlego que parece só aumentar: Vertical Man coloca-o num patamar maior ainda. A crítica reconhece que não se trata de mais um disco morno do baterista. Mais uma vez ele se cerca de um grande time, com participações especiais a saber: Paul, George, Steven Tyler, Tom Petty, Alanis Morissete, com uma grande banda de apoio. Várias composições têm uma linha melódica ligada aos Beatles que é mais um aspecto que justifica a qualidade de Vertical Man.

Ringorama (2003)O novo milênio apresenta um Ringo ainda mais afinado e inspirado musicalmente. Nos brinda com Ringo Rama de 2003. Um disco um pouco mais voltado para o rock básico e vigoroso. Desta vez David Gilmour, Eric Clapton e Willie Nelson são as presensas de destaque. Não é apenas um ótimo trabalho de Ringo, é um excelente disco de rock’n'roll.

Choose Love (2005)Comprovando a teoria do bom vinho que melhora com o tempo é lançado em 2005 seu último cd até então: Choose Love traz muito da qualidade e do espírito do anterior. Chrissie Hynde, dos Pretenders e Billy Preston dão as suas contribuições. A banda de apoio chamada Roundheads, tendo à frente Mark Hudson, garantem o alto padrão deste último lançamento.

Ringo Starr prova que pode-se envelhecer com dignidade e categoria. Até mesmo fazendo coisa melhor do que no passado.

(Cezar “Dudy” Duarte)

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5 comentários

Jamil

E aí Dudy! Te quiseram denovo!!
Bom o texto! Curti!

boleta

o Paul vai ficar enciumado…

Vitor T.

Bom texto cara!

Finado George Rárárásommm

Bixão o texto do Ringo. Agora escreve aquele do Paul entrando!

Alessandro

Mazáááá!
Belo texto, cara. Só uma correção: esse lance de que quanto mais velho melhor o vinho é folclore … Todo o vinho tem uma época ideal para consumo; os bons precisam de alguns anos, mas isso não quer dizer que durem para todo o sempre … Por exemplo, o Beaujolais se consome enquanto jovem! E viva o vinho

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