Revoluções culturais
Estive há pouco em San Francisco onde não pude deixar de visitar Haight-Ashbury. By the way, que cidade do caralho! Esta foi minha primeira ida à “América” (como os imbecis chamam aqui em UK, propositalmente esquecendo não se tratar de um continente, mas de um país), mas não consegui me sentir nos USA. Ao menos não no que eu imaginava ser os USA. San Francisco é uma cidade bela, alegre e cheia de pequenos grandes atrativos. O lado ruim foi sentir-me novamente no centro de Porto Alegre; incrível o número de homeless bandiando pela cidade. Bueno, isso só pra confirmar que uma sociedade que não promove justiça social é falida. E ainda há quem queira importar este modelo …
Ashbury foi onde o movimento hippie começou, em forte associação com o movimento Beat. Traduzindo em miúdos, a geração Beat iniciou com escritores estado-unidenses (evito aqui o termo norte-americanos pra não ofender Mexicanos e Canadenses) com fortes ideais anti-conformistas. Puro underground, experimentações com sexo, drogas e teorias libertárias. Massa. A locuráge incluía liberdade de expressão, descriminalização das drogas (algumas), liberação sexual, consciência político-ecológica e respeito pela terra e povos. Infelizmente, algo que aprendemos a esquecer ao longo dos tempos. Muito da filosofia Beat foi incorporada no movimento hippie. No auge dos anos 60, Ashbury era O LUGAR para se estar. Em vez de vizinhos murrinhas, que tal tomar um chá com Janis Joplin ou as figuras do Jefferson Airplane ou Grateful Dead? A música “San Francisco (Be Sure To Wear Some Flowers In Your Hair)” (The Mamas & The Papas) diz muito sobre a época. Muito a fudêeeeee!

A pergunta que me veio foi: onde será o epicentro da próxima grande transformação? Com a nova ordem estabelecida, não podemos subestimar a força das redes de comunicação criadas a partir de focos multiplicadores na internet. Quem sabe a mudança não virá dos pampas gaúchos? Não subestimemos nossa força, nem nosso poder de persuasão. Espero que os Tungstênios (digo, Armênios) sigam a surpreender.
Manchester,passeando por uma das Mecas da contracultura sessentista)

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