Os Armênios

Reedição d’O Pasquim: se tu não ler é um cavalo!

Postado em 20 de junho de 2006

pasquim.jpg

por
Rodrigo “SensibiliTimm” Nessi Carnacini

E agora outra dica, mas esta é, digamos assim, um pouco mais cultural. Sim, porque senão vão começar a dizer que além de eu ser um reles causídico, também só escrevo sobre temais mais populares e menos importantes (essa não é minha opinião!) como futebol, quadrinhos e bobices afins.

Pois bem, tal dica, com a permissão de nossa Mestra Robes, é realmente DO CARALHÍSSIMO, afinal quem nunca ouviu falar d??O Pasquim?

Sim! O Pasquim! Esse tablóide que foi um marco, não só na imprensa brasileira, mas quiçá foi influência para muitas gerações e revolucionou toda a cultura nacional, pois foi criado no Rio de Janeiro, que na época era caixa de ressonância para todo o Brasil.

Jaguar, Sérgio Cabral, o passofundense Tarso de Castro, Claudius e Carlos Prósperi foram durante muito tempo o esteio, a tribuna, a voz ativa de uma estéril democracia nos idos anos plúmbeos, onde os generais eram senhores do poder.

Foi um jornal semanal (ou como a coluna de meu confrade Morto, nesse mesmo ??sáite?, um hebdomadário, ou hebdô, como Jaguar adorava e adora escrever) que esclareceu, criticou, denunciou, enfim, nunca se rendeu � s classes dominantes do país nem no seu momento mais nefasto. Mas sem nunca perder a classe, o deboche, o cinismo, o humor ácido e corrosivo. Enfim, uma obra, na verdadeira acepção da palavra!

Pois bem, essa obra da literatura nacional está sendo lançada (ou se preferirem, reimpressa) pela Editora Desiderata, com o nome O PASQUIM ? ANTOLOGIA ? 1969 ?? 1971.

E que lançamento! Com organização e apresentação de Jaguar e Sérgio Augusto, esta senhora produção literária, possui 352 páginas, no formato de 30 X 22, e traz textos, entrevistas, artigos, ilustrações e charges dos 150 primeiros números do hebdô! Apesar de que, á partir do nº 135, já estávamos no ano de 1972. Essa parte do título constar como até o ano de 1971, sinceramente não entendi, mas…

Além disso o livro é ricamente ilustrado, e o melhor de tudo, com uma seleção de colaboradores (além dos já citados) de primeiro naipe, como: Millôr, Ziraldo, Henfil, Paulo Francis, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Ferreira Gullar, Caetano Veloso, Chico Anysio, Glauber Rocha, Dalton Trevisan, Rubem Fonseca, Ibrahim Sued, Gabriel García Márquez, Ivan Lessa, Leila Diniz, Fernando Veríssimo, Di Cavalcanti, Cacá Diegues, Fernanda Montenegro, Ruy Guerra, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Danuza Leão, Oscarito, Luiz Gonzaga, Jô Soares, Caulos, Oscar Niemeyer e até Silvio Santos (ou Senor Abravanel), entre outras feras! ? mole ou quer mais?

Ah! Não podemos esquecer de maneira alguma, do símbolo maior d??O Pasquim nesses anos todos até o seu derradeiro número, o 1072, em novembro de 1991, e que mesmo sendo um rato não abandonou o barco (como foi muito bem explicado por seu criador, Millôr na página 08) o simpaticíssimo RATO SIG (Sigmund, na realidade).

Esse volume custa em torno de módicos R$ 69,00 (sessenta e nove reais). Modicíssimos pela qualidade e por ser um documento histórico que merece um lugar de destaque em qualquer biblioteca que se preze!

Além de todo o material do jornal em si, traz depoimentos dos organizadores (Jaguar e Sérgio Augusto) contando sobre o (pré) início, sobre como foram contatados os futuros colaboradores, como surgiu a idéia do nome e tudo mais d??O Pasquim em 1969, (que ano excepcional! Excelente safra! Fatos marcantes! E nem estou falando de meu nascimento!) até 1971 (1972?). Uma leitura prazerosa demais!

Então não perca tempo e corra (mas corra mesmo!) até a Ramires Revisteira e Livraria e adquira seu exemplar. Vale � pena! Ah… O pessoal do ??sáite? me chamou a atenção sobre um detalhe, explicar corretamente o endereço da Ramires Revisteira e Livraria! Na verdade foi quase uma carraspana, mas eu soube manter meu autocontrole! Lancei-lhes um olhar de soslaio e desprezo, dei de ombros numa atitude blasé, típica de quem nem deu importância e aceitei… Mas até que eles estão certos, pois quem não é de Passo Fundo, pode ficar meio perdido! Enfim… Fica na Avenida Brasil, a principal da cidade, bem no centro, ao lado do Banrisul!

Explicado agora?

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13 comentários

Renato

Tudo bem, tudo bem, dica interessantíssima, análise acurada (como é usual)………mas cara…puxa…dois textos seguidos e nada do Cavaleiro das Trevas?

Rodrigo Timm Nessi Carnacini

Só uma explicação…

Esse “SensibiliTimm”, que aparece no início do texto, é viáááááááááááááági do meu EX-confrade, Garras! Baita xujo!

Só porque agora tá lendo o Fante, tá se achando! Huahahuahuahua!

Renato

hahahahaha

Roberta

Hahaha! Timm! Eu tô famosa mesmo! Até citada na tua coluna! hehehe!! O livro é, mesmo, do caralhíssimo!!!
Adorei o teu “olhar de soslaio” e a “atitude blasé”… Até eu que sou de Chapada sei onde é… haha
Beijos.

Renato

olha o Garras lançando piada interna….hehehe

Dudy

A imprensa carece de um Pasquim. Parece que esta dificil de
ser feito algo semelhante, com a mesma categoria. Que este
lançamento sirva de inspiraçao para uma imprensa mais qualificada e
independente.

Rodrigo Timm Nessi Carnacini

Falei que ele é xujão!

Não vale nadaaa! Nadaaaaa! Nadaaaaaaa! Nadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Pobre da Má! Não sei o que é pior. Agüentar o Garras ou os Dragonbobos!

Curto sarnear a Má!

Huahuahuahuahauhauhauhauhauhua!

TEMO TUDO ESTRUPADO

JÁ LI ESSA. AGORA COMENTO: ENTRE JEGUES E CAVALOS E ?GUAS, EU GOSTO DAS ?GUAS. RUIM ? O CHUTE Q ELAS D?O DEPOIS DO BARRANQUEIO OU DURANTE. TEMO FIRME, AINDA! TEATRO TBM SERVE!

Pablito Psico...

Pois é, sabe como é, fui na tal da revistera lá e achei a antologia, abri o livrinho e caiu direto na entrevista que o GLAUBER ROCHA fez com o GABRIEL GARCIA MARQUEZ… ali mesmo tive um orgasmo ou varios orgasmos multiplos… e zerei a conta no banco!!!!

Maurício Rigotto

Obrigado pela citação da minha coluna, confrade de um quarto de século, logo retribuirei dando um jeito de encaixar o nome de sua coluna em algum escrito, mesmo que fora de contexto. Como diria meu ex-colega de labor Mineiro: “Esta é a Operação Mamão, porque uma mão lava a outra”.

Hebráico

Bah, preciso de dinheiros pra comprar tudo o que indicam nesse site. Aceito contribuições, doações. Já vendi minha bicicleta barra-forte. Aliás, poderiam fazer um texto sobre essa lendária duas rodas. Monark Barra Forte – aquela que tinha o círculo de ferro no meio do quadro. Lembram? Acento/ selim com mola e freio no pedal – pra trás.

CUTICULAS

?O! ?O! ?O! OS DO SITE S?O TUDO CHINEL?O!!

ADO! ADO! ADO! BANDO DE PELADO!!

EU! EU! EU! HEBRAICO SE FUDEU!!

?O! ?O! ?O! ? SEM CONTRIBUI??O!!

ORTE! ORTE! ORTE! PERDEU AT? A BARRAFORTE!!

Renato Fioreze

barra forte? barra forte?

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